A Cadastra, referência no mercado brasileiro de tecnologia e marketing digital, está promovendo uma transformação profunda nas operações de growth das grandes companhias por meio da integração de plataformas e inteligência artificial. O núcleo desse novo momento é a AstraOS, uma infraestrutura proprietária baseada em AI que conecta dados, agentes e ferramentas nos processos dos clientes, mudando radicalmente a forma como grandes marcas organizam suas estratégias digitais.

O desafio real: além das ferramentas isoladas

Em um cenário onde empresas acumulam dezenas de plataformas — de dados a automação de marketing —, a verdadeira dificuldade está na integração entre elas. Thiago Bacchin, CEO e fundador da Cadastra, ressalta que o maior custo operacional está em "costurar" essas soluções, um trabalho fragmentado e muitas vezes invisível. A consequência é a falta de agilidade na tomada de decisão e execução dos projetos, com atritos que não decorrem de incompetência, mas sim de sistemas incompletos.

AstraOS: conectando pessoas, dados e eficiência

Para resolver esse gargalo, a Cadastra desenvolveu a AstraOS, criada diretamente com o feedback de quem opera os processos no dia a dia. Segundo Adilson Batista, sócio e CIO, a plataforma vai além dos tradicionais hubs de marketing: ela integra o conhecimento acumulado pela empresa, dados dos clientes e agentes especializados, permitindo uma orquestração inteligente entre as demandas de diferentes áreas. Importante destacar que a AstraOS não é um produto comercial, mas a própria base de trabalho na Cadastra e de sua entrega de valor.

Mudança estrutural e novo posicionamento do negócio

Desde a adoção da AstraOS, o modelo de negócios da Cadastra migrou de projetos baseados em horas para uma entrega voltada a resultados estratégicos e escaláveis. Segundo Fábio Sayeg, sócio e CRO, a companhia adotou estrutura moderna de governança com quatro camadas: equipes AI-skilled, agentes personalizados, plataformas proprietárias e a orquestração pela AstraOS. A execução prática dessa transformação fica a cargo de Adriana Campos, COO do grupo, que destaca a resistência dos pilotos de AI no mercado diante de exigências reais de governança e dados, algo já superado pela vivência operacional da Cadastra em mais de 12 setores.

Impacto no mercado brasileiro e projeções futuras

A companhia, que atua há 26 anos e atende gigantes como Unilever, Reckitt, Gerdau, YDUQS, PicPay e Grupo Boticário, investirá R$ 35 milhões em tecnologia de AI até 2028. A maturidade já foi reconhecida com o grau máximo no Google AI Assessment e uma inédita indicação ao prêmio Caboré. Com 700 colaboradores e operações em nove países, a ênfase está na aceleração do chamado "ciclo cognitivo": a capacidade de observar, decidir, agir e aprender em tempo real. Bacchin defende que, nos próximos anos, empresas com a mesma estrutura entregarão resultados muito diferentes apenas pelo ritmo em que completam esse ciclo.

Estratégia, cultura e futuro

A Cadastra, com sede em São Paulo e evolução constante de seu portfólio – incluindo as marcas Adtail e Daxgo –, reforça que automação não substitui pessoas, mas eleva a exigência técnica do time. Gustavo Bacchin, Chief People Officer, lembra que inovação exige ajustes na organização e qualificação dos profissionais, para que a tecnologia traga ganhos reais.

Com essa abordagem, a Cadastra se posiciona na vanguarda do mercado nacional, influenciando não apenas o setor de marketing, mas todo o ecossistema de inovação nas grandes empresas brasileiras.

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