A acrobata russa Mariia Konfektova está processando o Cirque du Soleil por um valor estimado em R$ 84 milhões após um acidente grave ocorrido em uma apresentação do espetáculo Kooza em Portland, Oregon, nos Estados Unidos. O incidente, que resultou em 11 fraturas, ocorreu em 2024, quando Mariia perdeu o equilíbrio enquanto realizava uma manobra em um aro aéreo, sem a presença de uma rede de segurança.

O Acidente e suas Consequências

De acordo com informações do jornal The Oregonian, a artista sofreu danos significativos, incluindo lesões na coluna, no pulso e no crânio, além de fraturas em vários ossos do rosto. A gravidade do acidente também resultou em uma concussão e problemas de visão, levando Mariia a passar por múltiplas cirurgias para tratar suas lesões. No processo, ela alega que o Cirque du Soleil não forneceu os equipamentos adequados para garantir a segurança dos artistas, como colchões ou redes de proteção, o que poderia ter mitigado os impactos de uma possível queda.

Mariia também revelou que havia expressado preocupações sobre a segurança do aro aéreo antes do acidente e que, após retornar ao trabalho, foi demitida por continuar questionando as condições de segurança. Em uma campanha de arrecadação no GoFundMe, a acrobata compartilhou como o acidente a afetou profundamente, afirmando que ainda convive com as sequelas, como visão dupla e dificuldades respiratórias.

Impacto e Preocupações de Segurança

Além de sua luta pessoal, Mariia Konfektova é reconhecida mundialmente por sua habilidade, tendo inclusive registrado um recorde no Guinness por realizar o maior número de rotações sentadas em um aro aéreo em um curto espaço de tempo. Entretanto, a artista agora enfrenta uma jornada complicada para recuperar sua saúde e voltar ao cenário das acrobacias. Segundo dados do The Oregonian, ela é uma das 16 artistas que sofreram ferimentos graves durante apresentações do Cirque du Soleil nos últimos 20 anos, incluindo três acidentes fatais em Montreal, Las Vegas e Tampa.

Após a queda de Mariia, o Cirque du Soleil comunicou que a artista havia sido hospitalizada e estava recebendo cuidados médicos, mas não forneceu detalhes sobre a extensão de suas lesões. O caso levanta questões sérias sobre a segurança nas apresentações circenses e a responsabilidade das companhias em garantir a integridade de seus artistas.

Conclusão

Mariia Konfektova luta não apenas por justiça pessoal, mas também por um aumento na conscientização sobre segurança no circo e nas artes performáticas. Com sua história, ela espera não apenas receber a compensação que considera justa, mas também promover mudanças que evitem que outros artistas passem por situações semelhantes.

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