A Itaúsa (ITSA4) anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, representando um crescimento de 7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi impulsionado principalmente pela forte contribuição do Banco Itaú, que gerou R$ 4,468 bilhões para a holding, um aumento de 8,5% em relação ao ano passado. No entanto, o desempenho de algumas empresas do portfólio não foi tão positivo.
Desempenho das Empresas do Portfólio
Entre os investimentos da Itaúsa, empresas como Alpargatas e Motiva apresentaram resultados animadores. A Alpargatas (ALPA4) contribuiu com R$ 55 milhões, um aumento de expressivos 85,7% no último ano. A Motiva (MOTV3) também se destacou, com R$ 69 milhões, uma alta de 66,9%. Por outro lado, a Dexco (DXCO3) viu sua participação cair para apenas R$ 2 milhões, uma queda drástica de 74% em relação ao ano anterior.
Entretanto, não foram apenas boas notícias. A Aegea Saneamento registrou um resultado negativo de R$ 14 milhões, um aumento de 34,2% nas perdas em comparação com o ano anterior. A NTS também apresentou um saldo negativo, com perdas de R$ 68 milhões, revertendo os R$ 45 milhões de lucro obtidos no mesmo período de 2025. O resultado do portfólio de empresas não financeiras da Itaúsa foi de R$ 141 milhões, uma queda de 26,7% em comparação ao ano passado.
Ambiente Econômico Desfavorável
O presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, comentou sobre o ambiente desafiador que a empresa enfrenta. Ele destacou que, apesar da redução gradual da taxa Selic, as condições financeiras continuam a ser restritivas. "Estamos em um cenário de cautela por parte dos agentes econômicos e incerteza internacional, mas seguimos comprometidos com a geração sustentável de valor", afirmou.
Setubal também mencionou que os resultados da Dexco foram impactados pela queda nos preços do segmento de celulose solúvel e por dificuldades no setor de revestimentos cerâmicos. Quanto à Aegea, o resultado negativo foi atribuído à piora no desempenho financeiro. "As variações negativas no valor justo do ativo também afetaram os resultados da NTS", acrescentou o executivo.
No total, as despesas administrativas da holding somaram R$ 45 milhões no segundo trimestre, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Apesar dos desafios, a Itaúsa continua a focar na estratégia de alocação de capital disciplinada, buscando sempre a maximização dos resultados a longo prazo.




